Leia mais sobre meu “PRECONCEITO MUSICAL”

Preconceito musical parte 1

 

Sim eu tenho, não nego e até tenho um certo orgulho do meu preconceito musical, ele faz de mim o que sou, não gosto de MPB, axé, sertanejo universitário então não passo nem perto, gosto de musica estrangeira pelo ritmo e pela letra, hoje uma professora que trabalha aqui na escola(agora eu sou secretario em uma escola outro dia eu conto) pediu o porque do meu preconceito e resolvi colocar no papel porque me pareceu ser um assunto interessante de se falar já que esse ano de 2012 é o ano fatídico.

Primeiramente vamos aos fatos, pesquisadores de alguma universidade que não me lembro o nome, disseram que a musica está ficando mais simples, com menos acordes musicais e letras mais simplórias. Eu concordo, no estilo musical que eu aprecio cada musica é uma história e algumas musicas podem ter de treze a quinze minutos, então resolvi desconstruir algumas musicas e analisá-las sem o ritmo hipnótico, se você esta lendo isso em um futuro distante e o planeta não se destruiu em 2012 contextualize paradoxalmente com a musica da moda atual, vou começar pelo “Camaro Amarelo” nem me dei ao trabalho de saber o nome correto da musica, mas a letra diz o seguinte:

“Quanto eu passava por você, na minha CG você nem me olhava…”. Aqui nós vemos um caso clássico de falta de semancol, afinal o caboclo sabia que a guria não dava bola pra ele mas mesmo assim fica perseguindo a garota, no mínimo é o tipinho que passa buzinando quando vê uma moça bonita na rua e fica berrando “ohh lá em casa” como se fosse um pedreiro com quatro dentes faltando.

“Aí veio a herança do meu velho e resolveu os meus problemas, minha situação e do dia pra noite fiquei rico, to na grife, to bonito, to andando igual patrão”. Essa parte é boa, meu pai morreu, mas quem liga? To rico mesmo, é como diz o velho ditado, o cara que nunca come melado quando come, se lambuza; Por este pequeno pedaço da musica você percebe que o pai do cara tinha dinheiro, mas era um cara econômico, visto que o filho tinha uma moto popular. O cara morreu e o filho começou dilapidar o patrimônio do pai, comprando roupas de grife, carro importado e ostentando um alto padrão de vida, não é preciso ser gênio da contabilidade pra ver que esse cara vai acabar falido e contando a historia de como perdeu tudo no globo repórter.

Agora vem a o clímax da musica, a gente quase chora “…Agora você diz vem cá que eu te quero, quando eu passo no meu Camaro amarelo…”. Palmas meus amigos, nada além de palmas, o cara ao invés de aprender uma lição de humildade, resolve usar a riqueza que o pai dele sofreu para juntar, pra tripudiar em cima de uma interesseira, o mais triste é ver aquela multidão de mulheres cantando esse refrão nos shows, é como se elas estivessem admitindo que a carapuça serve nelas, se você por acaso é fã desse tipo de musica, problema é teu, só não faça o que muitas pessoas fazem, levando o estilo musical para o estilo de vida, muitas dessas letras falam de bebedeira, vida sem compromisso e de não ligar pra nada, resultado: Jovens morrendo bêbados em acidentes, mães solteiras, e uma geração inteira despreparada para as responsabilidades de uma vida adulta, e como filho de Deus também tenho meus fracos por musica sem sentido, “Pedra Letícia”, “Raimundos”, e “Ultrage a Rigor” são algumas bandas nacionais de rock com algumas letras sem sentido e besteirentas, afinal não vou ficar pagando de intelectualóide babaca que sabe de tudo e que tudo que eu gosto é o certo.

 

 

 

 

10/10/2012

Pablo Victor Arceles ainda está com raiva dessas musicas e vai escrever mais

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