Minha primeira Crônica ” A epopeia de uma azarado”

Bom dia pessoas, Meu nome é Pablo e gosto de escrever, divirtam-se lendo minhas bobeiras e não me encham o saco por causa dos erros de português, afinal eu gosto de escrever, não quer dizer que eu seja bom nisso.

A Epopeia de um azarado

 

         Tem dia em que não devemos sair de casa, o problema é que quando percebemos isso já é muito tarde, no meu caso além da falta de sorte também fui premiado com uma falta de memória fenomenal, uma combinação dessas pode transformar simples tarefas  em verdadeiros desastres ou simplesmente aporrinhação que é caso que vou contar agora.

Estava eu em minha casa, de férias do trabalho, quando minha digníssima esposa teve uma ideia: dormir na casa da minha mãe que é próxima ao centro da cidade e pela manhã bem cedo meu pai levaria nossa filha mais velha para a escola de carro e nós iríamos até o banco retirar uns caraminguás para pagar contas.

Era para ser simples assim, dormimos lá e de manhã levantamos e fomos direto para o centro da cidade, quando no meio do caminho a digníssima me lembrou que o cartão do banco estava na outra bolsa dela, em casa claro.

Só isso já foi o suficiente para minha gastrite nervosa dizer olá, mas como coisas assim acontecem deixei de lado e fomos até o terminal rodoviário, já que minha condição financeira não me permite ter automóvel (carro gasta mais do que esposa e amante juntas), embarcamos na circular (ônibus, latão, lotação, tanto faz) e a digníssima olhou no preto do dos meus olhos e diz: “Você está com a chave da casa?” isso mesmo, eu havia deixado a chave de nossa casa na residência de minha mamãe querida, a comunidade masculina deve fazer ideia das coisas que ouvi por causa disso, deixei a digníssima no terminal com nosso guri mais novo e fui correndo para casa da mama que não ficava muito longe, e sim! Eu tenho 23 anos e dois filhos.

Pra quem tem o preparo físico do seu madruga a corrida foi bem cansativa, peguei a chave e a essa hora minha coleguinha gastrite, tal qual um pokémon já estava quase evoluindo para sua forma mais agressiva: a úlcera.

Depois de mais uma maratona para voltar, a sorte finalmente resolveu me dar as caras, pois cheguei ao terminal e havia outra condução quase saindo, mais ou menos 45 minutos depois já tínhamos ido e voltado e o primeiro lugar a ir, é óbvio seria o banco, que é claro estava com filas enormes, resolvi pegar um atalho e fomos para a lotérica, afinal minha digníssima estava com o bebê de colo e como sou oportunista pedi pra ela ir a fila de atendimento preferencial enquanto eu ficava do lado de fora esperando e recusando comprar quinquilharias dos ambulantes que fazem ponto na frente das lotéricas.

Minha mulher voltando do caixa com um papel na mão e uma cara nada boa que me deu até medo voltou, e eu pedi:

“Cadê o dinheiro?”

“Ainda não depositaram”.

Junho de 2012

Pablo Victor Arceles nunca mais esqueceu o cartão e já marcou com um gastroenteroligista.

Resolvi criar um blog no WordPress porque nem todo mundo tem acesoo ao Domínio “blogspot”, mas se vc quiser pode acessar o língua froxa em blogspot (não pode mais).

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