Esse dia me deu sono “FUI COME OSTIA”

Intão, eu fui come óstia.

Olá seres orgânicos pluricelulares baseados em carbono, como vão? Cá estou eu de novo o post vai ser rapidinho hoje, só pra conta o que eu fiz no sábado passado, fui come óstia hehehe, mas você deve estar se perguntando “Pablo….seu fidaputi, você não é ateu?”  Sim eu sou mas minha digníssima não é, e ela preza por uma ida na missa da vez em quando e nem sempre eu fui ateu, já fui um cristão, depois cristão não praticante, agnóstico, mas já a algum tempo decidi me assumir como ateu.

Pois bem, fomos à missa com nossos filhos e é claro que 5 minutos após o inicio dos trabalhos eles não paravam quietos um instante, como a minha digníssima que é a fiel coube a mim a tarefa de cuidar deles para não fazerem barulho muito alto, ou saírem andando pelos corredores de bancos, ou subir nos bancos para pular no chão em seguida; também achei que seria muita indelicadeza de minha parte se não fizesse os sinais da cruz ou não respondesse quando todos respondiam, afinal minha mulher atura um ateu, porque eu também não posso colaborar não é?

Mas o que mais me chamou atenção foi o sermão padre depois da leitura, a leitura foi sobre o teste que fizeram a Jesus perguntando se deveriam apedrejar ou não uma mulher adultera, enquanto ele desenhava no chão, até imagino a cena:

“Intão Jesus, essa cachorra aqui traiu o marido, a lei de Moisés manda a gente apre..aprede… ap…Tacá pedra nela nela até morre, o que q gente faz?”

Jesus, um cara muito sagaz, percebeu a armadilha, afinal a lei de Moises é a lei de Deus que é seu pai, e ele foi pra terra para pregar o amor e o perdão, começou a rabiscar o chão e pensou “já sei”

“Aquele entre entre vós que não tiver pecado que atire a primeira pedra” e voltou a desenhar no chão, no mínimo com a cabeça baixa e cabelera encobrindo o risinho, sabe? Aquele risinho de quando você quebra com o argumento de uma pessoa? O risinho “eu to certo e você não”.

Ok, Jesus se livrou da sinuca de bico, e dois mil e poucos anos depois vem o padre e fala que o ato de Jesus escrever no chão era simbólico, porque assim como o vento apaga a escrita no chão assim também se apagam os pecado do homem e talz, mano, segurei o riso na hora, o cara tava sentado de boa, sem nada pra faze pega uma maderinha começa a rabisca sabe-se lá o que e o cara manda uma dessa, imaginem a turba furiosa com a mulher se entreolhando e falando: “de fato todos somos pecadores, e assim como os desenhos que estão no chão nossos pecado também podem ser apagados”

“sim, não iremos mais apred… apedejr…ape, não iremos mais tacá pedra nela”

Ahhhhh, véi na boa, agora imaginem que cada padre de cada paróquia faz uma interpretação diferente da mesma leitura, por isso meus querido é que só vou a igreja ouvir tudo aquilo por amor, amor a minha digníssima claro, e não venha me criticar por meu texto, não tenho nada contra teista de qualquer religião, aliás um dos meus melhores amigos é evangélico e já fui na igreja dele, até sou amigo do pastor, mas infelismente (ou não) não consigo colocar a mesma fé que ela ponham em um Deus.

19/03/2013

Pablo Victor Arceles acha que poderiam colocar um salzinho na ostia pra dar gosto.

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