O dia em que andando de moto entrou um “CISCO NO OLHO”

Cisco no olho

Olá pessoas, estou neste momento escrevendo para vocês com um cisco no olho esquerdo, que já está lá a uns quatro dias e eu estou começando a me incomodar com isso, acho que vou consultar um zóista pra ver essa parada.

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Isso é mais ou menos o que ele é, mas na borda da iris.

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Mas é isto que eu estou sentindo.

Problemas a parte,ontem eu fiz uma coisa muito legal, mas para que todos entendam o contexto vamos a um breve prólogo dos acontecimentos.

Uma tia da minha digníssima esposa pediu para que ela fosse até sua casa fazer um tal de alisamento em suas madeixas, o problema é que ela mora em uma cidade vizinha, é aqui do lado, mas como não dá pra levar as crias junto tivemos que pedir ajuda das vovós, e eu fui leva la de moto, a cidade é de interior, veja bem, eu moro em uma cidade no oeste do Paraná onde atualmente não contamos nem com 150 mil habitantes, nós chamamos essa cidade de interior, então calcule o nível do negócio.

Pois bem, levei ela na cidadezinha de duas marchas de moto, e decidi por vontade própria de minha esposa que eu ficaria lá esperando ela terminar o tal tratamento, que por sinal demora para caraleo, torno de umas 5 à 6 horas mais ou menos, é um tal de lava, passa produto, lava, passa de novo, aliza, lava de novo, etc, etc, etc, aliás, não sei como essas mulheres se propõem de livre e espontânea vontade a fazer esses tratamentos químicos, por que pra fazer a parada a digníssima usa luvas, óculos e máscara, se fosse comigo eu pensaria duas vezes antes de começar, é como se você fosse fazer aulas de pilotagem de avião e o professor estivesse usando para – quedas, você não consegue botar fé na parada, bem, depois de umas cinco horas e algumas lagrimas de sangue ela terminou, e era de tardezinha já.

Aí é vem a parte bacana, a digníssima me pediu pra ir por outro caminho, de estrada de chão, porque ela queria ver o sítio onde passou a infância, e para lá seguimos, a estrada era bem mais ou menos com muita pedra solta o que deu um certo trabalho, mas nada de terrível, afinal “eu sô motoquero porra”, quando chegamos no tal sítio foi uma certa decepção, não pra mim é claro, afinal eu nunca tinha ido lá, mas a digníssima ficou bem triste, o sítio não estava bem cuidado, os novos donos deixaram o mato crescer bastante e quase não se via as casas da distância de onde estávamos, circundamos a propriedade e ela foi me apontando lugares onde antes existiam açudes, pomares, pasto para gado, aviário e agora só residiam ervas daninhas e mato alto o que é uma grande pena.

Passado isso resolvemos continuar pela estrada de terra e ver aonde ia dar, meu amigo, começamos a descer uma pirambera de pedra solta que eu achei que a gente ia sair da estrada cair com moto e tudo se arrebentar e morrer lentamente esperando por socorro em uma estrada deserta, mas respirei fundo e pensei “eu sô motoquero porra” e fui em frente, passado o primeiro desafio em declive tivemos um agradável passeio pela paisagem rural, relaxando e curtindo o tempo a sós, até que veio o segundo desafio, subida com pedra solta, mais uma vez meu espírito de motoquero me empurrou e devagar e sempre desviando das crateras no meio da estrada conseguimos passar adiante, o legal é que em cada bifurcação da estrada eu parava e pedia pra digníssima, “vam pra direita ou esquerda?” “vam pra cima ou pra baixo?” e seguindo assim completamente sem rumo, hora ela tendo que descer da moto pra passar por um decida muito ingrime, hora entrando por uma estradinha escondida no meio do mato passamos cerca de 1 hora passeando completamente sem rumo, o mais bacana é que eu nem estava preocupado se a gente ia achar o rumo do asfalto de novo, simplesmente escolhíamos um lado e aproveitamos a paisagem.

Mas enfim, encontramos o rio negro que nos guiou até a civilização.

03/12/2012

Update dia 05/12/2012

Então né galera, fui no zóista e ele me tirou o maldito bicho do olho, e nem acreditei quando ele me mostrou, precisei de uma lupa pra poder ver, era o pedaço de uma asa do inseto, a sensação era que tinha uma pedra no meu olho, mas pra tirar ele de lá é que foi o brabo, o prestigioso profissional ocular pingou um anestésico no meu olho e com uma haste de metal com a ponta muito fina, e literalmente tirou um pedacinho do meu olho, pelo menos o bicho saiu, agora é só usar um pomada e passar colírio por três dias e tudo de boa.

Agora o babaca aqui aprendeu a lição e não vai andar de moto com a viseira aberta, o zóista ficou impressionado com a resistência das minhas defesas corporais pois eu fiquei com aquela porra no olho por cinco dias no olho e não houve nenhum tipo de inflamação, quando ele me falou isso tive um misto de sensações, por um lado fiquei contente de ter um corpo saudável, por outro lado eu podia ter perdido a visão de um olho, três tipo de medo me deu quando eu soube isso.

Já estava quase me esquecendo de comentar, fiquei muito mais confiante no meu Oftalmologista, depois que vi em cima de sua mesa um belíssimo exemplar do segundo volume de “Game of Trones”, afinal se ele é um apreciador de boa leitura com toda certeza deve ser um bom profissional.

Pablo Victor Arceles agora consegue dormir em paz

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