Eu sou muito Zuado mesmo

Oi gente, então né, nunca liguei muito para o pensam ou deixam de pensar de mim, dizem que a pessoa quando casa fica mais desleixada com a aparência, talvez pelo fato de ter alguém com quem fornicar a necessidade de se mostrar como potencial parceiro sexual se torna inútil, eu nunca fui muito vaidoso mas ultimamente parei pra rever alguns conceitos, por exemplo: Dois dias atrás eu fui até a padaria comprar pão. E dai? Bem Acontece que eu estava usando uma calça com um rasgo que começa na bunda e acaba na coxa, nem tinha percebido até o ar noturno refrescar meus fundilhos, o que eu fiz? fui assim assim mesmo, foda-se essa merda.
E ontem aprontei mais uma, precisava compra uma pacotes de suco em pó(câncer em pó), e o chinelo mais próximo era o da patroa, um lindo chinelo verde claro com florzinhas vermelhas e uma borboleta em cima dos dedos, não me fiz de rogado calcei aquele troço e fui assim mesmo, nem preciso comentar que TODOS que passavam por mim davam risada. To poco me fudendo, é uma pais livre não?

|PAUSA NA ESCRITA|

Vou ali lavar a cabeça do meu filho João Victor, ele achou que seria uma boa ideia passar pasta de dente no cabelo dele e da irmã.

|CONTINUANDO|

E teve também as várias vezes em que eu acordei e fui direto na padaria, com a cara toda amassada e o cabelo parecendo um ninho de ratos.
E você o que acham? Devemos nos preocupar no mínimos detalhes com a nossa imagem para com pessoas desconhecidas e sem a mínima importância em nossas vidas?

FÉRIAS NA PRAIA UHEEEBAAA

FÉRIAS NA PRAIA – Parte 1

Minhas primeiras férias viajando sozinho foram inesquecíveis, e quando digo viagem é viagem mesmo, aquele acampamento que você fez com os amigos na cidade vizinha não conta, estou falando de mais de 700 km meu camarada, teve praia, pizza, réveillon, policia jogando bombas de efeito moral e balas de borracha.

Sei que você está com uma inquietação enorme para ler minha desventura, mas acalme seu coração, tem todo um contexto histórico na parada.

Tenho três primos que vou chamar de G., a mais velha, o W. do meio e um ano mais velho que eu, e a J. um ano mais nova. Nas férias de 2006 minha prima G. nos chamou (leia se aceitou sob pressão), para passarmos o fim de ano no apartamento dela em Itapema Santa Catarina. O W. e a J. foram primeiro, eu tive certa dificuldade em convencer meus pais, o problema maior era minha mãe, meu pai já tinha concordado em se ver livre de mim por uns tempos. A desculpa por trás de tudo era que o W. e a J. tinham arranjado um emprego de alta temporada em uma pizzaria e era pra eu ir para lá pra trabalhar também. Nunca passamos dificuldade em casa, mas também nunca tive dinheiro suficiente pra comprar coisas maneiras, ou me dar ao luxo de ter mesada, uma vez pedi pro meu pai se eu podia ganhar uma mesada, ele disse: “A hora que você quiser eu pego a mesa da cozinha e dou na tua cabeça”. Portanto a ideia de ganhar meu próprio dinheiro pareceu muito atrativa, sem contar que teria tempo pra ir na praia e não precisaria pagar por moradia ou alimentação.

O papis e a mamis não iriam viajar naquele ano portanto, pagaram minha passagem, meu pai chegou pra mim e disse: “Vou te dar X reais pra você comprar a passagem de ida e volta e mais X reais pra você gastar lá” Guardem essa informação amiguinhos, ela será útil durante a aventura.

No dia do embarque minha mãe me dava as recomendações finais que eu não faria QUASE nenhuma, acho que ela falou alguma coisa sobre bebida alcoólica, se era pra beber até não se lembrar de como consegui chegar em casa fiz certo, se não, bem agora já foi. O ônibus era um show a parte, quando entrei quase tive um orgasmo, poltrona leito, com ar condicionado, frigobar, se eu reclinasse minha poltrona totalmente ela se passaria facilmente por uma cama King Size, e o numero de passageiros então? Se tinha dez pessoas era muito, pra minha primeira viagem solo, até que estava sendo uma boa. Partimos às 6 horas da tarde e 15 min depois Murphy começou a se manifestar, conhece o Murphy? Não? Burro! Procura no google.

Paramos na rodoviária da cidade vizinha, o motorista pediu pra gente descer, eu na minha inocência juvenil pedi o motivo e ele se limitou a dizer que aquele não era o ônibus da viagem. Ok então, carreguei minhas tralhas pra um banco e escaneei o local, aquela rodoviária era no mínimo três vezes maior que a da minha cidade, e quantidade de malucos era proporcional. Já reparou em quanta gente esquisita tem em rodoviária? É batedor de carteira, usuário de tóchico, biscate, motoristas de táxi, a rodoviária é meio que um vórtice que atrai uma miríade de pessoas, geralmente quem está de passagem por ali é de boa, mas quem sempre está por ali geralmente é gente esquisita, e logo na frente do portão onde o ônibus correto me levaria pra Santa Catareba tinha um punhado de gente mal encarada que vou te contar. Como todo bom nerd cagão de 40kg me pirulitei dali e fiquei esperando na “Sala VIP” que era uma sala com banco duro e um televisor de 14’.

Além da comida ruim e cara não tem muita coisa pra se fazer enquanto se espera na rodoviária, e vejam só que surpresa boa. Toda aquela gente mal encarada que vi quando desembarquei estava embarcando no mesmo ônibus que eu, que maravilha não?

Aliás, o embarque em um ônibus é uma coisa engraçada de se ver, todo mundo sabe que tem lugar pra todos, mas a galera sai desembestada, se empurrando se acotovelando, me lembra muito uma boiada.

Para minha sorte dormi a vigem inteira sendo interrompido só duas vezes, uma parada prevista, e um acidente na estrada que atrasou nossa viagem em três horas no mínimo.

 

 

Pablo Victor Arceles em breve trará a parte 2

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