Eu o vilão

Opa!! De boa na canoa? Então gurizada, estava eu, confabulando com meus botões quando fiz uma descoberta sobre mim: Eu sou um vilão.
Na verdade tudo faz sentido agora, minhas opiniões fortes, minha visão política, meu modo de ver a vida, mas principalmente, o que mais fez sentido nisso tudo foi minha infância, eu era meio psicopata e sinceramente não sei como nunca fui preso ou respondi judicialmente por nada (Por enquanto).
Na minha tenra infância eu era capaz de coisas como, jogar todo o tipo de objeto nos telhados dos vizinhos, usar toda a sorte de explosivos EM QUALQUER COISA, interditar uma ala inteira do meu colégio e quase intoxicar vários alunos entre outros, os motivos pelo quais eu vou escrever sobre algumas coisas que eu fiz são: (a) já não moro mais no mesmo lugar a anos , (b) já faz de 10 á 17 anos que as historias aconteceram (caralho, tô ficando velho), então qualquer tipo de represália judicial está fora de questão, (c) não sou mais o monte de bosta que eu era, agora sou um monte de bosta praticante de uma arte marcial e apto a se defender de possíveis agressões físicas, (d) to sem assunto nesta bosta portanto tenho que começar a desenterrar alguns podres para manter vocês lendo esta pocilga.
Pois bem, comecemos pelo meu complexo de artilheiro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Artilharia) onde eu me municiava de um variado arsenal, para lançar com rota matematicamente calculada em cima dos telados de minhas desavenças, a munição incluía mas não se limitava a: Ovos, mangas podres, torrões de terra, pedaços de tijolos, essas coisinhas inofensivas, me posicionava em cima da casa ou em algum ponto no quintal, de acordo com alvo, e alvejava as casas escolhendo a munição de acordo com o meu nível de raiva pela pessoa, uma artilharia comum necessita de alguém passando as coordenadas por rádio para que o alvo seja atingido, como eu tinha que realizar meus ataques protegido pela escuridão da noite eu dava o primeiro tiro calculando mentalmente a posição do alvo e os tiros subsequentes eram dados de acordo com os gritos de fúria dos moradores alvejados, de certa feita deu uma grandíssima merda, pois tendo calculado mal a rota dos projéteis, acertei um ovo dentro da casa de um malandro do qual eu queria me vingar (ele cortou minha pipa com cerol), a porta da sala estava a berta e o ovo ao invés de empreender uma trajetória de 180° teve uma trajetória de 45° e menor força do que eu imaginava, resultado, a família recebeu uma omelete voadora, acompanhada segundos depois por um torão de terra, os malandro, sabendo da minha (má) fama, foram lá em casa só pra conferir (confirmar) se os projeteis tinham partido de lá, felizmente a essa altura eu já havia escutado as ameaças e deu tempo de trancar toda a casa e apagar as luzes, minha sorte é que meus pais estudavam e trabalhavam, então sobrava pouco tempo para atenderem as reclamações da vizinhança.
Bom, como já mencionei em outros textos, se não mencionei vou mencionar agora, quando adquiri maturidade suficiente(12 ou 13 anos), tive contato com artefatos explosivos, em outras épocas, qualquer piá pançudo podia comprar quantidade de explosivos o suficiente para mandar ele e mais uns 3 amiguinhos para a casa do cacete, pois bem eu e um amigo o C. comprávamos, rojões, foguetes, bombinhas e quando falo “bombinhas” falo de um artefato com poder de fogo pra PULVERIZAR um tijolo, e uma das maiores alegrias era sair pela cidade enfiando essas bombas em tijolos, arvores e portões das casas, simplesmente pelo prazer de ver algo que não fosse nosso ir pelo ares, até mesmo no centro da cidade, acendíamos a bomba e jogávamos em alguma lata ou em um estacionamento, a gente chamava aquela bomba de “tiro de 12” em homenagem a célebre arma de fogo.
Outra peripécia que armei, e desta vez agi sozinho, teve a ver com Fio Químico, se você não foi um psicopata quando criança provavelmente não sabe o que é isso então eu conto, quer saber? conto nada, procura no Google, tudo o que você precisa saber é que ele funciona como se fosse um incenso, você acende só uma brasinha no barbante e deixa a natureza cuidar do resto, o calor da brasa reage com o enxofre presente no barbante e o resultado é: Em um raio de 20 metros era impossível de qualquer ser humano ficar. Aquela porcaria custava 25 centavos na época, então me armei com 5 reais de fios químicos e no dia seguinte pedi licença para a professora para sair pra “beber Água” e por onde passei escondi em algum canto um maldito fio, como demorava alguns minutos para a reação iniciar deu tempo de voltar pra sala sem levantar suspeitas, alguns minutos depois, começou a merda, o maldito cheiro ficou pior e com um alcance MUITO maior que eu esperava. Aliás já reparou que a maioria das merdas que acontecem comigo é porque eu sempre esperava algo menor e controlável? Eu queria era só irritar todo mundo mas consegui interditar aquela ala do colégio durante o período da manha, fiz várias alunas passarem mal, o diretor da escola passar de sala por sala ameaçando os possíveis autores do ato, mas no final das contas consegui o que eu queria, irritei muita gente.
O melhor de tudo era que como um dos Nerds da sala nenhuma suspeita recaiu sobre mim, apesar de ter sido o ultimo a sair da sala, os “descolados” ficaram se acusando e bolando teorias de como haviam intoxicado metade da escola e eu fiquei de boa (Pelo menos até hoje).

Pablo Victor Arceles Encontrou na net como fazer fio químico caseiro.