Ó nóis aqui traveis

Então né galera, to aqui varrendo o lugar, tirando teias de aranha e tals, sempre falo pra mim mesmo que vou voltar a escrever e atualizar com mais frequência masss, sabem como é a vida de um pai de família né? mas hoje não tinha escapatória eu tenho o dever moral de relatar alguns acontecimentos atuais, agora a pouco mesmo aconteceu um fato que deve ser relatado, um cara esfaqueado apareceu aqui pra fazer uma reclamação de um fornecedor, ahh é, nem contei, sai da secretaria da escola e agora estou em um local mais apropriado para mim, agora sou atendente do PROCON da minha cidade e a confusão está armada, é excelente trabalhar aqui porque cada dia é um confusão nova e como a desgraça alheia me alimenta me sinto muito bem aqui.

Mas hoje eu tive que parar e escrever pra vocês novamente, isso se é que alguém lê isto pois me sinto um esquizofrênico falando/escrevendo sozinho mas, vá lá. O maluco adentrou ao recinto e foi passar pela triagem, que é padrão pra ver se o problema realmente é no PROCON ou outro lugar, e começou a cantar a triste canção que é a sua vida pra todo mundo do órgão ouvir, o que não é raro afinal muita gente exaltada vem aqui e o problema do cara era mais ou menos assim: ele comprou umas cestas básicas de um fornecedor, destes de porta em porta e acabou por ser meio que esfaqueado, e como ele fez questão de repedir “discorriscadamente”, passou 90 dias em cima de uma cama comendo por um canudo e não pôde trabalhar, tampouco pagar o débito, agora a empresa não quer reparcelar a divida e o cara não pode mais trabalhar. ok, mas a parte da loucura vem agora, para provar para as estagiárias que haviam tentado uma lipoaspiração alternativa nele, o malandro levantou a camisa e retirou a proteção dos curativos para mostrar uma senhora cicatriz, creio que o cara só conseguiu sobreviver aquele golpe devido a camada protetora de adiposidade em volta de seus órgãos.

O segundo caso ainda bem não fui eu que atendi, caso fosse provavelmente eu estaria assinando um termo circunstanciado na delegacia agora, uma mulher maluca com sua mãe maluca resolveu baixar a qui pra solicitar maluquices, a mulher queria que só na base da alegação e sem nenhuma comprovação documental que minha colega forçasse o fornecedor a devolver dinheiro pra ela em uma transação que fez só na base da palavra com um vendedor de móveis usados, basicamente a consumidora de produtos tóxicos fez um escambo com o cara, dando móveis da casa dela pra abater o preço em outros novos móveis velhos para seu uso, o problema é que depois do negócio fechado ela decidiu que os móveis que havia dado como moeda de troca valiam mais agora do que na data de negociação, pois o dono da loja teria colocado elas na vitrine por um preço superior ao que eles valeram no escambo (espero que vocês estejam entendendo eu particularmente estou perdido) SURPRISE MOTHER FOCKER. Conseguiu entender o drama da solicitação? a velha quer o lojista devolva pra ela o dinheiro que ela pagou “a mais” ignorando completamente o fato de que o principio de uma loja de moveis usados é revender por um preço mais alto.

Teve mais um malandro que eu mesmo atendi, já trabalhou com cheque? não? ótimo continue assim e seja feliz, a solicitação do cara até que é justa, mas isso não me impede de zuar o malandro. O cara nunca trabalhou com cheque e quando fez sua primeira conta corrente o banco lhe envia um talão ele deve ter pensado “céus, estou rico” ou “céus, como sou importante” e saiu panfletando cheques pela praça, sabe o que aconteceu? SURPRISE MOTHER FOCKER!!!. 11 cheques do galdério sem fundos, o cara fez das tripas coração pra pagar tudo e conforme ia resgatando os cheques ele ia em sua fúria rasgando os mesmos, ou seja ele estava rasgando as provas de ele não tinha mais débitos pendentes um ano depois ele descobre que o banco o estava negativando pelos mesmos cheques, o cara então pega um modelo de declaração vai em cada dono de empresa onde resgatou os cheques, recolhe assinaturas, reconhece firma, e quando leva no banco SURPRISE AGAAAAAIN!! MOTHER FOCKER!!, o pessoal do banco alegou que a declaração que deram pra ele era o modelo errado, e deveria pegar outra e fazer tudo de novo. Bonito hein? esse ultimo causo é tão zuado que até parece que foi comigo,.

Moral da história: As pessoas que te atendem não dão a minima para você, estão ali somente por obrigação; Não seja maluco; e não use cheques, não confie em vendedores.

 

 

 

Pablo Victor Arceles

 

FÉRIAS NA PRAIA Pt3

Parte 3 SEBO NAS CANELAS

Pois é, minha vida estava ótima, e todo dia tínhamos que ligar para o QG para informar que ninguém estava tinha sido estuprado, assaltado, comido por um tubarão ou usando drogas. Foi em uma dessas ligações que o W. falou a pior coisa pra pessoa errada, nossa avó, amo minha vó, adoro ela, mas a coitada tem uma língua que não cabe na boca, acontece que o W. ligou pra ela e no meio da conversa ele comentou que “tava tudo bem ele só sentia falta de comer feijão” só que ele esqueceu de adicionar que ninguém fazia feijão por pura preguiça mesmo, às vezes nem fazíamos comida comprávamos marmita mesmo, o cérebro da minha avó filtrou algumas palavras e na hora de retransmitir a mensagem ela disse mais ou menos o seguinte: “Gente as crianças tão morrendo de fome a G. não trata deles tá faltando comida em casa eles tão comendo só os restos das pizzas onde eles tão trabalhando, nem roupa limpa eles tem…”.
Não preciso mencionar a enxurrada de ligações de desabou em SC ORDENANDO que voltássemos, isso a alguns dias do réveillon, explicamos que focinho de porco não era tomada e acabou ficando tudo bem, pelo menos até a véspera do réveillon.
Na véspera do réveillon meus primos tiveram que trabalhar naturalmente, eu fiquei em casa de boa até 1 hora da manha mais ou menos, quando fui até a pizzaria acompanhar meus primos como de costume, mencionei que o bairro em que a gente estava era meio barra pesada? Então, as ruas lá ainda não estava pavimentadas, algumas eram de areia, os postes de luz funcionava um, faiava o outro, passei na área dos moto clubes para dar mais uma apreciada nas maquinas, mas não tinha ninguém, as ruas periféricas viraram cenário de Racoon City, e fui entender o motivo quando cheguei na avenida principal, toda a galera da cidade estava concentrada lá, foram poucas as vezes em que vi tanta gente reunida em um único espaço, o local estava me lembrando as festas dos “Velozes e Furiosos”, carros fodas, mulherada com pouca roupa, som alto e muita bebida. Quando cheguei na pizzaria que estava quase fechando, vi que o W. e J. estavam recebendo o pagamento, acho que ela ganhavam por semana, não me lembro direito, só sei que o gordo lá estava dando uma parte do dinheiro e depois do réveillon ele daria o resto porque a gente voltaria para Toledo e tinha que acertar as contas, no caminho pra casa, a fuzarca que o pessoal tava aprontando na rua estava tomando proporções épicas, os único estabelecimentos que não tiveram o bom censo de trancar as portas e colocar algo bem pesado atrás eram os que vendiam bebidas, o carros que tentavam passar pela avenida eram parados em uma espécie de pedágio alcoólico, se quisesse passar o motorista tinha que dinheiro ou bebida, como eu e o W. éramos (éramos?) meio psicopatas ficamos convencemos a J. de ficar por ali, observando o circo pegar fogo, (convencemos: ou fica com a gente ou vai sozinha) ficamos perto de uns motoqueiros com roupa e couro motos customizadas e tal, o W. achou mais prudente, se acontecesse uma confusão teriamos os motoqueiros como escudo humano, e atrás da gente tinha um muro convenientemente baixo, onde uma possível fuga rápida seria possível.
O clima começou a pesar quando uma galera subiu em caminhão transportando um container, mas também o que o motorista tem na cabeça de passar por ali bem naquele momento? Cerca de uns dez maluco subiram no contêiner com garrafas de vodka enquanto dançavam ao som de festa no apê que estava no auge daquele verão, não demorou muito pra aparecer uma viatura, UMA viatura, com dois policiais, pra uma multidão ensandecida de milhares que estavam ao longo da avenida, se bem que um deles estava portando o que aparentava ser uma submetralhadora, veja bem, aparentava, estávamos a uma distância de mais ou menos cinquenta metros e com um exercito de armários na nossa frente não dava pra identificar a artilharia do “Dotô Otôridade” lá na frente, a J. repetia “vam pra casa” uma vez a cada 1,2 seg. porem, uma retirada naquele momento poderia colocar em cima da gente uma culpa que não tínhamos, e optamos por ficar, afinal, se desse merda, os primeiro que iriam pra porrada eram os cara do cuecão de couro logo em frente.
A simples presença dos policiais fez com que o som magicamente se desligasse, e os malucos em cima do contêiner se materializassem para o nível da rua, e agora que estou relembrando, a avenida se tornou transitável para carros novamente, entretanto eles eram apenas dois, como já tido e volta e meia alguma voz do além proferia algum insulto, com a densa camada de multidão que se aglomerou na calçada, eles não poderiam identificar os meliantes, tampouco prende-los afinal, ele teriam que se distanciar do carro e imagino que a turba que atacaria eles, seria o mais próximo de um ataque zumbi que eu presenciaria.
Os insultos começavam a aumentar, e algumas ameaças também surgiam, os policiais com infinitamente mais bom censo do que qualquer pessoa ali (talvez mais que todos juntos), entraram na viatura e se pirulitaram, ao som de gritos e sob uma chuva de copos descartáveis.
Neste momento foi o verdadeiro “RELEASE THE KRAKEN”, a multidão ficou alucinada com a “vitória” sob as autoridades e com a segurança de que eles não voltariam reiniciaram a balburdia. A esta altura do campeonato a J. já queria nos arrastar dali, mas o W. e eu com mais hormônios do que neurônios, optamos por continuar ali, essa, foi uma péssima ideia (como se as anteriores fossem geniais), porque 10 min, os policiais voltaram, e trouxeram companhia, muita companhia, quando vi aquele exercito de uniformes azuis eu pensei: Fudeu. Mas por um momento eles não fizeram absolutamente nada, assim como da vez anterior, quer dizer, quase nada, tentaram prender um loiro cabeludo que teve a genial ideia de resistir a prisão, é lógico que levou umas porradas, algumas amigo do cara resolveram partir pra briga também, aí virou pancadaria generalizada, alguns policiais vieram na nossa direção, e tal como previsto nossa escudo humano se mostrou útil, já que os policiais começaram a bater neles primeiro, antes de empreender fuga, nossos olhos vidraram por um momento e vi que alguns policiais já estavam atirando na multidão (balas de borracha logicamente), e outros lançavam bomba de efeito moral, nossa catarse acabou a disparamos em direção ao muro as nossas costas, corremos feito loucos seguidos por outros desesperados, por dentro do quintal de uma casa e tal qual parcuristas com 10 anos de experiência pulamos o muro tocando nele apenas com uma mão, jamais seria capaz de repetir a façanha em circunstâncias normais. Porém a J. ficou pra trás e não conseguia pular o muro, o W. voltou pra buscar ela, e praticamente arremessou a menina que raspou toda a barriga no muro, caímos em lote baldio e cheio de matagal, corremos o máximo possível e decidimos andar, se alguma patrulha nos encontrasse ofegantes teria a certeza de que estávamos fugindo da ação policial e seus cassetetes entrariam em ação, andávamos quase correndo e a J. teve a ideia de voltarmos pra avenida principal, que era mais iluminada, dobramos para a esquerda e nos dirigíamos para a avenida quando um pessoal que estava do outro lado da rua começou a chamar e gritar pra gente.
Não faltava mais nada, escapamos de apanhar de policiais pra apanhar de uma galera na rua? Mas calma, acho que o gás lacrimogêneo colocou o Murphy pra correr e o pessoal na verdade estava querendo nos avisar que não era seguro voltar para a avenida, pois os policiais haviam jogando uma boa quantidade de gás lacrimogêneo, e seria melhor esperam por ali, eles mesmo estamos chorando e espirrando horrores, pelo jeito ele não tinham uma rota de fuga como nós, e pra melhorar eles eram de Cascavel, cidade vizinha à nossa. Ficamos papeando por um tempo, mas a nuvem de gás nos alcançou e os efeitos começaram, aquela coisa queima qualquer lugar onde seu corpo tenha secreções e naquele caso eram os olhos, a garganta o nariz, pulmão, e a queimação faz você chorar e quanto mais você chora, mais ele queima.
Chegamos em casa e contamos pra G. e pro marido dela a confusão, ela ficou emputecida por não termos vindo direto pra casa, mas acabou tudo bem e fomos dormir.

MINHA PRIMEIRA BICLICLETA

A minha primeira bicicleta eu ganhei quando estava na 4° série do primário, bons tempos aqueles em que a única preocupação era ficar com as notas acima da média pra não apanhar de cinta/vara/chinelo/cabo de vassoura (meu pai era bem criativo nesse quesito).
Pois na festinha de fim de ano da quarta série recebi uma surpresa da mama, uma bicicleta novinha de 18 marchas rocha e preta, mal sabia eu que aquela armadilha de metal me causaria dores que eu nunca havia sentido antes, vale lembrar que eu havia ganhado a bicicleta, mas, não sabia andar de bicicleta, o meu vexame já começa aqui meu queridos pois minha bicicleta veio com rodinhas, e como criança é um bicho do capeta não tardou muito pra meus colegas fazerem piada da minha cara, mas eu não tava nem ai, afinal eu finalmente tinha a minha bicicleta
Quando eu finalmente aprendi a andar sem as rodinhas algum tempo depois comecei a ficar confiante demais, pedalando cada vês mais rápido até que tentando fazer uma curva a 200 milhões por hora sem frear acertei o meio fio da calçada, e fui arremessado a alguns metros de distância rolando na terra e parando exatamente na frente de um velho fumando um cigarro de palha e sujando a fralda geriátrica de tanto rir da minha cara, entretanto o senso de auto preservação naquela idade ainda não existia em mim e nem bem tinha me curado da primeira queda e fui apostar uma corrida com a molecada e achei que seria uma boa ideia deitar na bicicleta para ficar mais aerodinâmico e realmente fiquei, o problema foi que aumentando a minha aerodinâmica eu sacrifiquei o contrapeso de equilíbrio, sem os pés nos pedais para controlar meu centro gravitacional é lógico que meu destino foi o asfalto, e o resultado foram alguns centímetros de pele a menos, carrego as cicatrizes até hoje.
A manutenção da bike com o passar dos anos foi ficando de lado e isso me rendeu alguns pontos na cabeça, andando por uma rua movimentada, a roda da frente simplesmente foi embora e o resto da bike ficou, sabe aquele momento triste, em que você sabe que se fodeu? Aquela sensação de desamparo e impotência, o momento em que com milésimos de segundo você sabe que a roda foi embora, você vai parar no chão e não há nada que você possa fazer para impedir? Pois é, eu vi meu futuro naquela roda indo embora, o asfalto, velho conhecido, me abraçou fraternalmente e um exercito de curiosos me cercou, até uma alma caridosa veio e me levantou do chão, por sorte tinha um posto de saúde bem perto, e fui levado para lá, depois de uns curativos tive que andar feito o derrotado que eu era, machucado, com uma roda na mão e a bicicleta na outra, mas a melhor parte vem agora, a acidente foi em frente ao salão de beleza que minha mãe frequentava e não demorou muito para a central de informação da vida alheia espalhar pra todas as conhecidas dela a minha desventura, como cada conto aumenta um ponto, ao invés de chegar em casa com algumas escoriações e curativos, na verdade descobri que eu estava internado em estado grave no hospital porque um carro em alta velocidade havia me atropelado e um estranho carregou meu corpo moribundo para o pronto socorro.
Tirando o fato que cada vez que eu ria sentia dores terríveis até que me diverti com o causo, minha mãe nem queria mais mandar arrumar aquela birosca, mal sabia ela que o filhote ainda passaria por muitas e boas, outro dia eu conto como foi que fui atingido por descargas elétricas de Zeus. Duas vezes!!!

Pablo Victor Arceles não anda mais de bicicleta.

FÉRIAS NA PRAIA Pt2

Parte 2 A CHEGADA

A chegada na rodoviária me deu um misto de sentimentos, que vieram exatamente nesta ordem: Felicidade; por estar lá; desespero; por não ter ninguém esperando por mim, duvida; de como eu iria chegar na casa da G. sendo que não fazia a menor ideia de onde ficava, e por ultimo raiva pois o ônibus que me trouxe foi embora e reparei que havia esquecido meu travesseiro lá dentro, e eu não durmo sem meu travesseiro.
Pois bem, liguei pro meu primo W. xinguei ele e pedi pra donde é que eu ia, ele me aconselhou a pegar uma lotação e pedir pra descer próximo a rua 306B, fiz isso com uma dificuldade imensa pois caso você não se lembre ou não se importe, eu estava carregado de malas e sozinho pra carregar.
Desci na rua indicada e lá estava a vara de cutucar estrela, meus primos sempre foram mais altos que eu. Pelos olhos do W. dava pra ver que a noite tinha sido mal dormida e minha chegada atrapalhara seu sono, o que me deixou muito contente pois ele sempre me sacaneava quando criança. Por telefone aquelas pragas me falaram que o apartamento ficava perto da praia, NOT, ficava a mais ou menos 1,28 km de distancia, enquanto caminhávamos, no sol quente pra caralho, ele ai me colocando a par da rotina.
Vale fazer uma pausa para levantar uma polêmica. Por que é socialmente aceitável você andar por ai de roupa de banho, mas é vergonhoso ser visto com roupas de baixo? Sério, por favor, me respondam, pois não entendo, uma mulher aceita ser vista de bikini, mas a mesma criatura faria um escarcéu se fosse vista com calcinha e sutiã, ambos cobrem a mesma quantia de pele a diferença é apenas o material de que são feitos, reflita sobre isso.
É estranho como nos adaptamos rápido ao ambiente em que somos inseridos, se eu estivesse na minha cidade e uma mulher passasse usando somente bikini, ela seria a sensação, na praia, 5 min depois de você dar uma volta, tanto faz, tem bikini e bunda pra todo lado, se torna uma coisa até sem importância, e encorajado pelas baleias antropomórficas que estavam andando pela rua, decidi tirar a camisa e exibir minha estrutura óssea, nesta época eu era tão magro que deviam pensar que eu era algum tipo de inseto, cujo esqueleto fica do lado de fora do corpo, mas se alguém que pesa em torno de seis arrobas anda por ai de boa, eu não tinha com o que me preocupar.
Finalmente chegamos no local, um condomínio ainda em construção, a G. morava no 3° andar e as escadas eram ingrimes e só dava pra passar uma pessoa de cada vez, (anote esta informação ela será relevante mais tarde), depois de instalado propriamente, (no chão ou no sofá não me lembro agora) e alimentado resolvi acompanhar o W. e a J. até a pizzaria onde eles estavam trabalhando, eles iriam me apresentar e eu estava esperançoso de conseguir um trabalho de alta temporada, pena que Murphy destruiria meus planos de passar as féria cheio da grana. No caminho meus primos me levaram na área em que os moto clubes ficavam, pra um moleque que mal havia aprendido a limpar a bunda direito aquilo foi simplesmente DEMAIS, já tinha visto demonstrações de perícia pela televisão mas ao vivo é muito melhor, maquinas que eu calculo, na época, custavam cerca de 50 à 60 mil reais sendo jogadas no chão, rodopiadas, empinadas, tendo seus pneus queimados até explodirem, e o mais incrível é que os autores dessas proezas não eram filhinhos de papai não, eles ERAM os papais, todos ou a maioria eram quarentões e cinquentões, provavelmente tínhamos ali médicos, advogados, empresários e etc, todos extravasando o stress da melhor maneira possível: Gastando todo o dinheiro que eles se estressaram tanto para conseguir.
Quando chegamos na pizzaria foi uma decepção, os donos da pizzaria,(uma família de gordos) disseram que não iriam me contratar, motivo? Eu aparentava ser muito novo e alguém poderia denunciar a pizzaria por trabalho infantil, o fato de 90% dos funcionários deles serem menores de idade nem dá nada né? Mas por causa de um chassi de grilo tudo poderia ir por água a baixo, e mais, um dos caras me falou que ninguém me daria emprego, justamente por aparentar ser muito novo, resolvi de comum acordo com meus pais que iria apenas aproveitar a viagem.
Então, basicamente minha rotina diária era acordar, ir a praia, fazer o almoço pra cambada, visitar a G. no trabalho dela que era uma lan house, portanto eu ficava na net de grátis até o sol ficar a uma temperatura que não descolasse a carne dos meus ossos e voltava para a praia, a noite eu ficava passeando pelos shoppings de verão e de madrugada ia até a pizzaria acompanhar meus primos na volta pra casa.

O dia em que andando de moto entrou um “CISCO NO OLHO”

Cisco no olho

Olá pessoas, estou neste momento escrevendo para vocês com um cisco no olho esquerdo, que já está lá a uns quatro dias e eu estou começando a me incomodar com isso, acho que vou consultar um zóista pra ver essa parada.

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Isso é mais ou menos o que ele é, mas na borda da iris.

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Mas é isto que eu estou sentindo.

Problemas a parte,ontem eu fiz uma coisa muito legal, mas para que todos entendam o contexto vamos a um breve prólogo dos acontecimentos.

Uma tia da minha digníssima esposa pediu para que ela fosse até sua casa fazer um tal de alisamento em suas madeixas, o problema é que ela mora em uma cidade vizinha, é aqui do lado, mas como não dá pra levar as crias junto tivemos que pedir ajuda das vovós, e eu fui leva la de moto, a cidade é de interior, veja bem, eu moro em uma cidade no oeste do Paraná onde atualmente não contamos nem com 150 mil habitantes, nós chamamos essa cidade de interior, então calcule o nível do negócio.

Pois bem, levei ela na cidadezinha de duas marchas de moto, e decidi por vontade própria de minha esposa que eu ficaria lá esperando ela terminar o tal tratamento, que por sinal demora para caraleo, torno de umas 5 à 6 horas mais ou menos, é um tal de lava, passa produto, lava, passa de novo, aliza, lava de novo, etc, etc, etc, aliás, não sei como essas mulheres se propõem de livre e espontânea vontade a fazer esses tratamentos químicos, por que pra fazer a parada a digníssima usa luvas, óculos e máscara, se fosse comigo eu pensaria duas vezes antes de começar, é como se você fosse fazer aulas de pilotagem de avião e o professor estivesse usando para – quedas, você não consegue botar fé na parada, bem, depois de umas cinco horas e algumas lagrimas de sangue ela terminou, e era de tardezinha já.

Aí é vem a parte bacana, a digníssima me pediu pra ir por outro caminho, de estrada de chão, porque ela queria ver o sítio onde passou a infância, e para lá seguimos, a estrada era bem mais ou menos com muita pedra solta o que deu um certo trabalho, mas nada de terrível, afinal “eu sô motoquero porra”, quando chegamos no tal sítio foi uma certa decepção, não pra mim é claro, afinal eu nunca tinha ido lá, mas a digníssima ficou bem triste, o sítio não estava bem cuidado, os novos donos deixaram o mato crescer bastante e quase não se via as casas da distância de onde estávamos, circundamos a propriedade e ela foi me apontando lugares onde antes existiam açudes, pomares, pasto para gado, aviário e agora só residiam ervas daninhas e mato alto o que é uma grande pena.

Passado isso resolvemos continuar pela estrada de terra e ver aonde ia dar, meu amigo, começamos a descer uma pirambera de pedra solta que eu achei que a gente ia sair da estrada cair com moto e tudo se arrebentar e morrer lentamente esperando por socorro em uma estrada deserta, mas respirei fundo e pensei “eu sô motoquero porra” e fui em frente, passado o primeiro desafio em declive tivemos um agradável passeio pela paisagem rural, relaxando e curtindo o tempo a sós, até que veio o segundo desafio, subida com pedra solta, mais uma vez meu espírito de motoquero me empurrou e devagar e sempre desviando das crateras no meio da estrada conseguimos passar adiante, o legal é que em cada bifurcação da estrada eu parava e pedia pra digníssima, “vam pra direita ou esquerda?” “vam pra cima ou pra baixo?” e seguindo assim completamente sem rumo, hora ela tendo que descer da moto pra passar por um decida muito ingrime, hora entrando por uma estradinha escondida no meio do mato passamos cerca de 1 hora passeando completamente sem rumo, o mais bacana é que eu nem estava preocupado se a gente ia achar o rumo do asfalto de novo, simplesmente escolhíamos um lado e aproveitamos a paisagem.

Mas enfim, encontramos o rio negro que nos guiou até a civilização.

03/12/2012

Update dia 05/12/2012

Então né galera, fui no zóista e ele me tirou o maldito bicho do olho, e nem acreditei quando ele me mostrou, precisei de uma lupa pra poder ver, era o pedaço de uma asa do inseto, a sensação era que tinha uma pedra no meu olho, mas pra tirar ele de lá é que foi o brabo, o prestigioso profissional ocular pingou um anestésico no meu olho e com uma haste de metal com a ponta muito fina, e literalmente tirou um pedacinho do meu olho, pelo menos o bicho saiu, agora é só usar um pomada e passar colírio por três dias e tudo de boa.

Agora o babaca aqui aprendeu a lição e não vai andar de moto com a viseira aberta, o zóista ficou impressionado com a resistência das minhas defesas corporais pois eu fiquei com aquela porra no olho por cinco dias no olho e não houve nenhum tipo de inflamação, quando ele me falou isso tive um misto de sensações, por um lado fiquei contente de ter um corpo saudável, por outro lado eu podia ter perdido a visão de um olho, três tipo de medo me deu quando eu soube isso.

Já estava quase me esquecendo de comentar, fiquei muito mais confiante no meu Oftalmologista, depois que vi em cima de sua mesa um belíssimo exemplar do segundo volume de “Game of Trones”, afinal se ele é um apreciador de boa leitura com toda certeza deve ser um bom profissional.

Pablo Victor Arceles agora consegue dormir em paz

Mais revezes da minha vida “POP´S RATO DE LABORATÓRIO E CABELO”

POP´s Rato de Laboratório e Cabelo

          Fala gente boa, acabei de almoçar e estou redondo, almocei no POPs, estou a pé novamente por uns dias e não posso ir pra casa almoçar minha sorte é o POPs, POP´s é o apelido carinhoso que colocamos nos restaurantes populares da nossa cidade, eu adoro comer lá, é barato, gostoso, barato, preparado por nutricionistas, barato, higiênico, já mencionei que é barato? Com meros R$1,50 você tem uma refeição balanceada e bem preparada, a nossa cidade é referência no que se trata de POP´s é a única do Brasil que conta com 5 restaurantes e uma gigantesca cozinha social que prepara os alimentos e distribui nos 5 pontos da cidade; falando em comida tenho uma boa noticia pra mim é claro, consegui chagar aos 56 quilos, finalmente hehehe, não vai zuando não, sempre tive um chassi de grilo pesando 54, 55 no pau brabo, pra você terem uma idéia da humilhação, aqui na cidade tem uma grande fabrica de remédios genéricos, e eles contam com um setor que produz e testa novos medicamentos, e sempre precisam de voluntários, fui até lá e fiz o cadastro, a moça da recepção me fez um moooonte de perguntas, tipo; fumante? Pratica esporte? Bebe? É alérgico? Religião? Foi até bacana ver a reação das pessoas em volta quando me ouviram dizer: Ateu.

Resultado: REJEITADO, parece que meu índice de massa corpórea é baixo de mais e com meu peso corro o risco de ficar anêmico devido aos exames, da hora a vida, sou tão inútil que sou rejeitado até pra rato de laboratório, tento ajudar no avanço cientifico e sou rejeitado.

A digníssima está agora em um curso de cabeleireiro e como é de praxe de uma mulher, gastando rios de dinheiro, só em escova pra cabelo mais de R$200,00 duas pranchas de alisar cabelo, secador, até uma cabeça com cabelo natural precisa ter, eu achando um absurdo 60 pila em exame de graduação de faixa, espero que tenha retorno, afinal, tudo que mulher vai fazer em salão de beleza demora mais de duas horas, custa mais de 150 Dilmas e usam produtos que poderíamos exterminar com qualquer praga doméstica, por exemplo: Formol, todo produto para alisar cabelos leva formol, ou em pouca quantidade ou usam outro produto químico com os mesmos agente ativos, o que não diminui o risco.

Eu se alembro de uma vez em que fui levar a minha digníssima para uma festa de gala da empresa, mas ela estava grávida da nossa primeira filha e não poderia fazer o tão sonhado alisamento, mas eis que a cabeleireira veio com uma solução: Escova Chocolate, que não tem formol. (tem formol e não tem chocolate) Felizmente nada aconteceu, mas poderia graças a irresponsabilidade de uma “ profissional”; mas tudo beleza, o legal foi na noite seguinte em que estávamos indo para o colégio (ainda estudávamos e íamos pra escola juntinhos) e no meio do caminho começou a chuviscar e a água corta o afeito do produto.

“Moooor, ai meu cabelo”

“Ai meu dinheiro”

Mais que depressa tirei meu casaco e coloquei na cabeça dela, afinal eu não permitiria que um tratamento caro se desfizesse por causa de uma garoinha né? Dinheiro não dá em arvore não.

10/04/2013 Pablo Victor Arceles vai tentar ser cobaia novamente quando chegar aos 58Kg

Mais um post pra fazer você feliz “PESSIMISMO O SACANA E A PIZZA”

Pessimismo o sacana e a pizza

 

Posso não ser o mais otimista do mundo mas venhamos e convenhamos tem gente que até merece tudo que passa, há algum tempo passei por um situação que me fez refletir no trabalho.

Fazendo o cadastro de um idoso no trabalho precisei pedir se ele possuía alguma deficiência e ele prontamente me respondeu:

“Ainda não!”

Ainda não? Mas que expectativa de vida hein meu senhor, imagine se tivesse pedido sobre cirurgias. E a família? As contas estão em dia? Acho que se eu tivesse entrado nesse tipo de assunto provavelmente eu teria ouvido uma novela mexicana, atendimento ao público tem dessas coisas, a gente vai levando como pode, tristeza mesmo bate quando pessoas com o triplo da minha renda vem até minha mesa se cadastrar pra receber benefício do governo, é mole?

Por incrível que pareça estes são os mais pessimistas, existem três classes sociais que você só encontra na minha cabeça é claro.

Rico, Pobre e Sacana.

As duas primeiras classes têm pessoas boas, ruins, etc., mas o sacana você reconhece de longe, são aproveitadores, que querem tirar vantagem em tudo, típico sujeito que recebe um real a mais no troco e comemora como se tivesse ganho na Mega Sena, falam com você com um sorriso e tal, mas quando o rumo da conversa entra na parte de doença, dinheiro ou dívida o sacana muda completamente as feições, a gente até fica com impressão que ele teve de escutar a poesia do cão arrependido todas as 20 vezes.

Meu advogado me aconselhou a não mencionar nomes. No meu trabalho tem gente pra caramba e chega a ser engraçado como o pessimismo é o assunto mais comentado por todos, se faz sol “tá um calor do inferno”, se faz frio “ai eu prefiro o calor”.

Nossa cidade teve um mês de estiagem e precisou fazer racionamento, imagine a alegria dos discípulos do “Zeca Pimenteira” em conferir pessoa por pessoa em quais bairros faltou água, confesso que eu mesmo fiz isso.

O pensamento pessimista pode acabar com seu dia e eu sou a prova viva disso, estou sempre reclamando que sou estabanado e azarado e quando uma sucessiva série de incidentes acontece, minhas veias quase explodem.

Ontem mesmo o pensamento de nuvem negra meu atraiu um infortúnio, mas o prenúncio veio de minha digníssima esposa, participei de uma promoção em uma pizzaria que comprando a pizza “gigante” você “ganhava” a locação de um filme, a digníssima até chegou a falar que aí tinha chucho e tal, que eu ia perder a viagem, que era melhor levar dinheiro pra locação, mas a confiança na propaganda foi tanta que minha cine filia falou mais alto e fui cantarolando Michel Teló enquanto ia até a locadora que era longe pra caramba, enfim, assim que o atendente viu o panfleto na minha mão fez uma cara de desprezo eterno e me explicou que eu deveria renovar meu cadastro e é claro que convenientemente eu não tinha levado meus documentos e mais, se quisesse o filme “grátis” eu teria que locar um lançamento, e pra fechar com chave de cocô a tal pizza “gigante vinha com a cobertura da pizza pequena e a massa tão dura que eu poderia facilmente segura-la na mão sem que ela quebrasse.

Essa é a combinação de pessimismo, teimosia e burrice.

25/05/2012

Pablo Victor Arceles não é pessimista é realista.